Agro: É urgente um programa de renegociação de dívidas, por parte do governo federal, defende Ágide Meneguette
O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), Ágide Eduardo Meneguette, disse que o endividamento de R$ 10,8 bilhões do agro paranaense coloca o setor produtivo em risco. Esse número é o chamado “saldo problemático”: a soma das dívidas em atraso (de até 90 dias), das inadimplentes (com atraso acima de 90 dias) e daquelas que foram prorrogadas ou renegociadas.
De acordo com Meneguette, os índices de janeiro são preocupantes por si só, mas estimamos que o número atual de endividamento já possa estar alcançando o dobro desse valor, ultrapassando os R$ 20 bilhões.
Inadimplência do agro paranaense

Dados da FAEP mostram que o Paraná tinha, em janeiro, aproximadamente R$ 99 bilhões em empréstimos com instituições financeiras que operam crédito rural. Logo, o saldo problemático do Estado representa 11% do total de empréstimos — um indicador considerado alto para o setor, que tem um padrão histórico de baixa inadimplência.
A inadimplência entre produtores rurais foi recorde em 2025, conforme as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central. O índice de operações vencidas há mais de 90 dias foi de 6,5% no ano passado. O valor representa um salto em relação aos anos de 2024 e 2023, que registraram inadimplência de 2,3% e de 1,1%, respectivamente.
FAEP pede renegociação da dívida
“É urgente um programa de renegociação de dívidas, por parte do governo federal, incluindo a abertura de novas linhas de crédito para o produtor”, defende o dirigente da FAEP e coordenador do G7.
O deputado federal, Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar do Agro disse que vem avançando as negociações junto ao Conselho Monetário Nacional, especialmente em relação à revisão das regras do PRODES no crédito rural.
As novas medidas trazem mais previsibilidade e evitam injustiças contra produtores regulares, disse o parlamentar.





