Depois de operação que levou à prisão de prefeito de Balneário Piçarras, agora vice-prefeito de Lages foi detido após provocar acidente quando fugia de equipe do Gaeco.
O noticiário político catarinense saiu das lides habituais para ganhar destaque no policial, numa semana agitada no vizinho estado. Na terça-feira (19), a Operação Regalo cumpriu seis mandados de prisão e mais 37 de busca e apreensão num esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro em Balneário Piçarras e São João Batista.
Contudo, a ação determinada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e envolvendo integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), ambos ligados ao Ministério Público, teve alcance em vários outros municípios, como Tijucas, Timbó, Biguaçu, Indaial, Itapema, Porto Belo, Bombinhas e Colíder.
Entre os presos apareceu o prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), além de empresários suspeitos de participação no esquema criminoso. Também foram realizadas buscas contra servidores públicos, ex-servidores e agentes políticos investigados. As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo GEAC de Itajaí. Há indícios de atuação de uma organização criminosa estruturada, formada por integrantes do núcleo político-administrativo e do núcleo empresarial, que atuariam em conjunto para fraudar contratos públicos e desviar recursos por meio do pagamento de propinas.
Na noite de quinta-feira (21), o vice-prefeito de Lages, Jair Júnior (Podemos), envolveu-se em acidente no km 247 da BR-116, dentro do município serrano, quando tentava fugir de uma perseguição de equipe do Gaeco. O carro que o político dirigia, um BMW, bateu de frente com um caminhão, o que ocasionou a interdição das duas pistas por mais de uma hora. Os bombeiros e a Polícia Rodoviária foram acionados. Jair recebeu atendimento médico e depois ficou sob custódia.
As autoridades não confirmaram que se a busca tinha conexão com os casos investigados no início da semana, mas confirmaram que o vice-prefeito já responde ações por violência doméstica, lesão corporal, cárcere privado, perseguição e invasão de dispositivo informático, além de dano ao patrimônio público, após denúncia de que teria causado danos ao veículo oficial utilizado pela prefeita de Lages, Carmen Zanotto (Republicanos), em abril de 2025.





