Lórens Nogueira (PP), que está no primeiro mandato, teve o gabinete vistoriado na operação Déjà-vu, que resultou na apreensão de duas malas de dinheiro.
O Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu na manhã desta terça-feira (26), em Curitiba, 13 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Déjà-vu. O objetivo da ação é apurar a possível prática dos crimes de “rachadinha” e peculato (respectivamente, artigos 316 e 312 do Código Penal Brasileiro) por um vereador da capital paranaense.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Garantias da Comarca e cumpridas em endereços ligados aos investigados, entre eles a Câmara Municipal de Curitiba. Durante o cumprimento das medidas, houve a apreensão de duas malas contendo grandes quantias em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados e poderão auxiliar na continuidade das investigações.
A denúncia tem como foco principal o vereador em primeiro mandato Lórens Nogueira (PP), que é o atual presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar (PED). O vereador, de 30 anos e foi eleito em 2024 com 4.727 votos, não se manifestou oficialmente. O advogado que o representava declarou pela manhã que não teve acesso aos documentos e, à tarde, disse que não estava mais na defesa do parlamentar.
Conforme esclarecimentos do Ministério Público, no curso da investigação, que contou com autorização judicial para a realização de ação controlada, foi possível identificar repasses de valores ao vereador investigado compatíveis com a prática conhecida como “rachadinha”. A Câmara Municipal, em nota, confirmou apenas que tinha adotado as providências necessárias para o cumprimento das medidas judiciais.
O nome da operação (Déjà-vu) faz alusão às sucessivas investigações realizadas pelo Ministério Público relacionadas à prática criminosa conhecida como “rachadinha”. O termo popular é utilizado para descrever o esquema ilegal em que um político ou assessor exige a devolução de parte do salário de funcionários contratados para trabalhar em gabinetes públicos.





