Em relação à temperaturas, na Região Sul, a previsão é de temperaturas até 1 °C acima da média em todos os estados. Chuvas acima da média
De acordo com previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) o mês de junho indica chuva acima da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul. As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do país, principalmente na porção central.
Na Região Sul, a previsão indica chuva acima da média em praticamente todo o Rio Grande do Sul. Em boa parte do Paraná e no nordeste de Santa Catarina são previstos volumes na faixa normal ou abaixo da média.
Temperaturas baixas no Sul

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Em relação à temperaturas, na Região Sul, a previsão é de temperaturas até 1 °C acima da média em todos os estados. Em algumas áreas, como o norte do Paraná e o extremo oeste de Santa Catarina, pode haver aumento de até 1,5 °C em relação à média de junho.
No Sudeste, a previsão é de temperaturas acima da média em todos os estados. Em áreas como o norte de Minas Gerais e o oeste de São Paulo, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média do mês.
Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia – Inmetro — INMETRO
No Norte, são previstos totais de chuva acima da média em praticamente todo o Pará, sudoeste e centro-leste do Amazonas, centro-sul de Roraima e em todo o Amapá. São esperados volumes abaixo da média no restante do estado de Roraima e extremo noroeste do Pará.
Chuva acima da média no Norte

Em relação à Região Nordeste, é prevista chuva acima da média no norte do Maranhão e Piauí, e em grande parte dos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Nas demais áreas da região, espera-se volumes de chuva próximos à média.
Para o Centro-Oeste, o Inmet indica temperaturas médias até 1 °C acima da climatologia do mês em todos os estados. Em regiões como o leste de Goiás, noroeste e sudoeste do Mato Grosso e grande parte do Mato Grosso do Sul, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média histórica de junho.
Na Região Nordeste, o Inmet prevê temperaturas até 1°C acima da média em grande parte do Matopiba, que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso, e nos estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
No Norte do país, a previsão indica predomínio de temperaturas acima da média de junho em até 1°C. Exceções ocorrem no extremo noroeste do Pará, centro-sul de Roraima e centro-norte de Rondônia, onde são esperadas temperaturas próximas à média do mês.
El Niño: o que esperar em 2026 e 2027 no Brasil
Com base nas análises do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN) divulgadas em 19 de maio, os padrões esperados para o próximo ciclo seguem o comportamento histórico dos Super El Niños anteriores.
Norte, Nordeste e partes do Centro-Oeste: Redução de chuvas, temperaturas mais altas e maior vulnerabilidade a secas prolongadas. Os efeitos sobre a geração de energia hidrelétrica nas bacias do Xingu, Madeira e Tocantins-Araguaia são uma preocupação concreta. Menos água nos rios significa menos energia e mais pressão sobre os preços, além da degradação da qualidade da água, do ecossistema, e dos impactos da seca para a população local.
Ainda nessas regiões, sobretudo na Amazônia Legal e no Pantanal, as temperaturas elevadas e a possibilidade de secas prolongadas aumentam significativamente os riscos de incêndios florestais, frequentemente agravados pelo uso inadequado ou criminoso do fogo. Embora o cenário para o bioma Amazônia ainda seja incerto para este ano – devido ao elevado volume de chuvas incomum para a época – permanecem em estado de alerta as áreas de transição entre a Amazônia e o Cerrado e, principalmente, o Pantanal.
Aumento do volume de chuvas no Sul
Sul: aumento significativo no volume e na intensidade das chuvas entre setembro e dezembro. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná concentram os maiores riscos de enchentes, enxurradas e deslizamentos. Porto Alegre segue como área de atenção máxima, com infraestrutura ainda em recuperação.
Sudeste e Centro-Oeste: ondas de calor mais frequentes combinadas com baixa umidade, impactando saúde pública, produção agrícola e segurança hídrica.
Oceano: Dados do NOAA mostram que 10% das áreas monitoradas no mundo já registram branqueamento de corais em 2026 e o El Niño pode agravar a situação. Duas estações no Brasil, Maracajaú (RN) e Todos os Santos (BA) já estão sob alerta de branqueamento inicial.
Em todos os casos, os impactos mais severos tendem a recair sobre quem tem menos recursos para se proteger: comunidades periféricas, indígenas, ribeirinhas, costeiras e agricultores familiares. (Agência Brasil, Inmetro e Portalamazonas).





