Trump, o Agente Laranja e Bolsonaro, sua alma gêmea tropical

Que esse cidadão que quer mandar no mundo não se esqueça e que fique bem  claro: o Pix é nosso.  O Brasil é nosso

Ao compararmos as ações e atitudes do presidente americano, Donald Trump e do ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, podemos chegar à conclusão de que são almas gêmeas. Trump, um Agente Laranja da geopolítica global e Bolsona  na versão tropical.

Se Trump duvida da eleição americana, Bolsonaro faz o mesmo por aqui. Se Trump quer acabar com o Pix, Bolsonaro quer acabar com o IBGE, com o Enem, com a vacina, com a lógica.

São conectados na essência, na repulsa ao conhecimento, na antipatia à ciência, no desprezo pela imprensa e na tentativa constante de transformar o debate público em guerra de memes. São líderes que não lideram. Apenas inflamam.

Trump voltou à cena mundial com convicção absoluta de que o mundo inteiro deve girar em torno do seu umbigo dourado. Seu novo alvo é o Brasil — mais precisamente, o Pix. Isso mesmo: o sistema de pagamento que virou orgulho nacional virou “ameaça” na cabeça do ex-presidente americano. E por quê? Porque lá ainda se paga taxa pra transferir 10 dólares entre bancos.

Esse  Agente Laranja por onde passa intoxica o debate público e deixa um rastro de caos. No Vietnã, o agente laranja era um veneno. Na política internacional, ele atende por outro nome: Trump.

 

Que fique claro: o Pix é nosso.  O Brasil é nosso.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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