O 23 de julho marca o 93°aniversário da morte do maior inventor brasileiro da história: Alberto Santos Dumont, chamado de “Pai da Aviação” por ter sido o homem que fascinou o mundo com sua criação, o avião. Em 1932, apenas três dias depois de completar 59 anos de idade, ele cometeu suicídio em um quarto do Grand Hotel La Plage, no Guarujá, em São Paulo. Uma multidão acompanhou a sua despedida, tamanha era a sua popularidade. Não foi casado e não tinha filhos.
Santos Dumont, que realizou inúmeras invenções (como o relógio de pulso e o chuveiro de água quente), sofria de esclerose múltipla e teve a saúde agravada pela depressão, que se acentuou no período da Primeira Guerra, quando o uso de aviões contribuiu para a morte de milhares de pessoas. Em 1931, o inventor esteve internado em clínicas no sul da França, onde residiu, tendo tentado o suicídio com overdose de medicamentos. Sua angústia se acentuou no ano seguinte, com a Revolução Constitucionalista.
No dia 23, após aviões terem atacado o Campo de Marte em São Paulo e depois sobrevoado o Guarujá, onde ele se encontrava, Santos Dumont aproveitou-se da ausência do sobrinho de quem estava sob os cuidados para se enforcar com a gravata. O laudo médico indicou morte por ataque cardíaco, mas as pessoas que encontraram o corpo deram o testemunho verdadeiro.
Santos Dumont nasceu em 20 de julho de 1873 em Palmira, município mineiro a 200 km da capital e que ganhou o seu nome logo após a morte. A casa onde nasceu tornou-se o Museu de Cabangu, que conserva objetos pessoais e fotografias. O Dia do Aviador e da Força Aérea no Brasil, comemorada em 23 de outubro, remete à data em que, no ano de 1906, Santos Dumont realizou o primeiro voo homologado da história. A bordo do 14-Bis, decolou e voou por 60 metros em sete segundos. Na França, o modelo era chamado de Oiseau de Proie (em português, “Ave de Rapina”). De acordo com a Nasa, os americanos Wright foram precursores de voos com a aeronave Flyer, mas não houve registro oficial.
Em Paris, existem várias homenagens a Alberto Santos Dumont, incluindo monumentos, ruas, e até mesmo uma cratera na Lua, reconhecendo suas contribuições para a aviação. Uma homenagem notável é o monumento em Saint-Cloud, onde ele realizou feitos históricos com seus dirigíveis e o 14-Bis. Além disso, uma placa na Champs-Élysées marca o local onde ele pousou seu dirigível nº 9, em 1903. A Villa Santos-Dumont é outra referência.






