Seleção Brasileira derrotou Escócia por 3 a 0 e agora vai enfrentar o segundo colocado do grupo F, que será conhecido nesta quinta (25).
Com a vitória de 3 a 0 sobre a seleção escocesa na noite de quarta-feira (24), o Brasil segue em busca do hexacampeonato mundial na Copa do Mundo de 2026. Ao fechar em primeiro o grupo C, com o mesmo número de pontos que o Marrocos, mas com melhor saldo de gols, os brasileiros agora esperam o segundo colocado do grupo F, que será conhecido nesta quinta-feira (25), após os jogos entre Japão e Suécia e Holanda e Tunísia.
As seleções holandesa e japonesa estão com quatro pontos, sendo que a primeira está na frente por causa dos critérios de desempate, enquanto os suecos surgem com três pontos e a Tunísia já está fora do páreo. Independentemente de quem seja o adversário, o Brasil vai jogar na segunda-feira (29), às 14h (de Brasília) no Estádio de Houston, nos EUA. Se vencer no mata-mata, volta a jogar no dia 5 de julho. A Escócia, por sua vez, com três pontos, entra na lista de espera para ver se entrará no grupo dos oito melhores terceiros.
Como foi o jogo
A seleção do Brasil iniciou o jogo tentando anular por completo o futebol da Escócia, pela terceira e última rodada do Grupo C. E aí viu o inspirado Vinicius Jr entrar em cena novamente, para completar o serviço e conquistar sua segunda vitória no torneio. Agora com quatro gols e uma assistência em gramados norte-americanos, o craque do Real Madrid se coloca para valer na briga pela Chuteira de Ouro adidas. Se essa tem sido a Copa das estrelas, ela também é a de Vinicius, que se igualou a Mbappé e Haaland e está atrás apenas de Messi, que já fez cinco na Copa. O atacante brasileiro foi eleito o melhor jogador em campo.
O primeiro gol da Seleção veio em lance que deve deixar Carlo Ancelotti orgulhoso. Eleito para o time titular na vaga de Raphinha, Rayan subiu na marcação para pressionar a saída de bola escocesa na grande área e forçou o erro de Scott McKenna, interceptando passe. A bola sobrou para Vinicius driblar o goleiro e tocar para a rede.
A partir daí, os brasileiros ganharam terreno, jogando confortavelmente no campo ofensivo, com ou sem a bola. Foram raríssimas as vezes em que os britânicos conseguiram passar pelas linhas de marcação adiantadas. Alisson, por isso, não precisou fazer defesa alguma. Nos acréscimos, os homens de frente voltaram a recuperar a bola dentro da área, dessa vez com Matheus Cunha. Bruno Guimarães dominou a sobra e cruzou simplesmente na medida para Vini ampliar. Ele está impossível.
Na volta do intervalo, o sistema defensivo brasileiro abaixou um pouco a guarda e permitiu infiltrações da Escócia nos primeiros dez minutos. Mas os zagueiros atuaram bem na cobertura e Alisson também fez sua parte quando foi exigido.
As ações se normalizaram, e o talento no ataque fez a difrença dessa vez em contragolpe. Bruno Guimarães avançou como elemento-surpresa, dançou com a bola no meio da área e deu sua segunda assistência da partida para Matheus Cunha fazer seu terceiro gol na Copa.
Com o 3 a 0 no placar, a torcida brasileira, que lotou o estádio em Miami, passou a entonar cantos pedindo a entrada de Neymar. Quando o veterano foi chamado por Ancelotti para aquecer, o público foi ao delírio. O clamor foi atendido aos 30, quando entrou no lugar de Cunha.
A volta de Neymar
Quando Carlo Ancelotti chamou Neymar para o campo, a torcida brasileira em Miami vibrou tanto quanto na comemoração dos três gols marcados na vitória contra a Escócia. Aos 30 minutos do segundo tempo, Neymar abraçou Matheus Cunha, que saiu correndo de campo — em desespero — como se seu time estivesse perdendo. Ele tem 34 anos, um físico diferente e mais lesões no currículo. No entanto, quando entra em campo, projeta ao torcedor a imagem de alguém capaz de decidir partidas.
O jogador do Santos não vestia a camisa da seleção brasileira desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão que o afastou dos gramados por quase um ano, durante a quarta rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo, contra o Uruguai. Foram, mais precisamente, 981 dias de separação. “Acho que o desempenho de todos foi importante; jogamos como um time, o que é ótimo. Há muitos pontos positivos, e o retorno do Neymar pode nos ajudar”, disse Carlo Ancelotti após a partida.
O Brasil fez uma atuação convincente contra a Escócia. Com uma postura muito mais imponente, pressionou alto e recuperou a bola – o que levou aos seus primeiros dois gols –, encurtou as transições e, o mais importante, encontrou Vinicius em posições favoráveis.
Quando em campo, Neymar se movimentou entre as linhas dos meio-campistas e defensores adversários, replicando o papel desempenhado com muita eficácia por Matheus Cunha. De lá, recebeu a primeira bola que tocou de lado e tentou um drible que acabou não dando certo.
Embora tenha jogado pouco mais de vinte minutos, tocou na bola em diversas ocasiões. Deu passe para Vinicius com a parte externa do pé em uma jogada que quase resultou em gol. Tentou um escanteio fechado que foi afastado. Por fim, chutou, na quina da área à esquerda, com o peito do pé e viu Angus Gunn defender com segurança.
“Muito feliz de, após três anos, vestir a camisa da Seleção mais uma vez. Estou bem fisicamente, graças a Deus. Foi ruim ficar esses dias parados, mas não fiquei totalmente parado. Estou há 25 dias treinando bastante para chegar nos jogos e estar bem. Então estou muito contente, muito feliz. Foi uma mistura de emoções quando entrei. Foram longos dias longe dessa camisa, longe da Seleção, mas graças a Deus deu tudo certo e consegui estar de volta”, afirmou
“É um momento muito importante para todos nós, porque volta o nosso ídolo, um cara que sempre batalhou e fez de tudo para estar aqui com nós. Voltou depois de um tempo de lesão e espero que ele possa seguir evoluindo e melhorar e nos ajudar no decorrer da competição, que é o mais importante”, disse Vinicius Jr.
No dia 17 de maio, em partida entre Santos e Coritiba pelo Campeonato Brasileiro, Neymar sofreu uma distensão muscular de grau 2 na panturrilha direita, apenas um dia após o anúncio da convocação para a Copa do Mundo. Ao apito final, Neymar deu um grande abraço em Vinicius, cumprimentou Ancelotti, a equipe de arbitragem e vários adversários. Logo em seguida, foi para o outro lado do campo para beijar sua esposa e seu filho. “O Vini é o nosso jogador-chave hoje e está em uma forma incrível. Ele nos ajudou muito, decidindo partidas, e isso é importante para nós. Agora são as oitavas de final. Precisamos continuar vencendo para alcançar nosso objetivo final”, disse Neymar.
Curiosidades
- Este foi o quinto jogo entre Brasil e Escócia na história da Copa do Mundo. Tudo começou com um empate sem gols em 1974, na Alemanha, enquanto os últimos três jogos terminaram com triunfos do Brasil. Em 1982, foi uma goleada por 4 a 1. Em 1990 e 1998, porém, foram mais dois jogos apertados, com placar de 1 a 0 e 2 a 1, respectivamente. Dessa vez não houve drama algum.
- O Brasil perdeu apenas um de seus últimos 17 jogos de fase de grupos da Copa do Mundo da FIFA contra seleções europeias (13 vitórias, 3 empates). Ao mesmo tempo, a Seleção perdeu apenas uma de suas últimas 21 partidas de fase de grupos no torneio mundial (16 vitórias, 4 empates).
- Amigos, amigos, Copa do Mundo à parte. O capitão da Escócia, Andy Robertson, foi companheiro de equipe do goleiro Alisson no Liverpool de 2018 a 2026. Os meio-campistas Ryan Christie e Ben Gannon-Doak jogam com o jovem Rayan no Bournemouth. Por fim, o defensor escocês Aaron Hickey e o atacante brasileiro Igor Thiago dividem o vestiário no Brentford.







