Agide Eduardo Meneguette, presidente da Faep: somados aos R$ 85 bilhões destinados à agricultura familiar, os recursos totalizam R$ 610 bilhões.
Embora o Plano Safra 2026/27, anunciado nesta terça-feira (30) pelo Governo Federal, represente R$ 525,1 bilhões em recursos disponíveis para financiamentos de médios e grandes produtores, a medida não foi bem aceita pelo Sistema Faep, uma das vozes do agro no Paraná. O valor é recorde e 1,7% maior que o ofertado na safra anterior, de R$ 516,2 bilhões.
Para a Faep, uma das preocupações do setor está relacionada às condições previstas de acesso ao crédito rural. Na avaliação da entidade, o valor de R$ 525,1 bilhões para o financiamento da agricultura empresarial, aumento de 1,7% em relação aos R$ 516,2 bilhões da safra anterior, precisa estar acessível aos produtores rurais, em condições compatíveis com a realidade do campo.
De acordo com o presidente da entidade, Agide Eduardo Meneguette, somados aos R$ 85 bilhões destinados à agricultura familiar, os recursos totalizam R$ 610 bilhões. Apesar de recorde, o montante ficou abaixo dos R$ 670 bilhões defendidos pelo Sistema Faep e outras entidades representativas do Paraná.
“São R$ 9 bilhões a mais do que na safra passada. Com isso, o Plano Safra bate recorde pela quarta vez no governo Lula”, disse o ministro da Agricultura, André de Paula, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast.

Além dos recursos para a agricultura empresarial, estão previstos de R$ 83 bilhões a R$ 85 bilhões para a agricultura familiar. Com isso, o Plano Safra do ciclo 2026/2027 irá totalizar de R$ 608 bilhões a R$ 610 bilhões. Apesar de recorde, o valor ficou abaixo do pleito do setor do agronegócio, que pedia de R$ 623 bilhões a 674 bilhões, disse o ministro.
“De nada adianta divulgar um Plano Safra com valor recorde se não há mecanismos para que isso se transforme em investimentos no campo. Não passa de pura ilusão, de um número no papel. Precisamos de juros, condições, linhas e ferramentas de acordo com a realidade dos nossos produtores rurais, para que a agropecuária continue crescendo e colaborando para a economia do país”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossa preocupação envolve os juros ainda altos e as dificuldades que os nossos produtores rurais estão tendo para acessar as linhas, além dos consecutivos cortes no orçamento, principalmente do seguro rural”, complementa.





