Na plateia, atento e na primeira fila, o secretário Rafael Greca ouviu, refletiu e devolveu, com um sorriso malicioso: “Os políticos também…”
A frase, tão simples quanto certeira, surgiu durante um painel sobre cooperativismo no Fórum Agronegócio Lide Paraná 2025 — e caiu como uma luva para descrever o espírito coletivo que move o campo. Na plateia, atento e na primeira fila, o secretário Rafael Greca ouviu, refletiu e devolveu, com um sorriso malicioso: “Os políticos também…”.
Greca, figura urbana por excelência, redescobriu o Paraná rural desde que assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável. Em suas andanças pelos campos do Estado, acabou se apaixonando pelo agronegócio paranaense. Tanto que se tornou presença constante em eventos do setor, como este, promovido pela Lide Paraná e liderado por sua presidente, Heloisa Garret.
Durante o fórum, o secretário não apenas aplaudiu com entusiasmo. Fotografava, elogiava, vibrava com as falas dos mais renomados especialistas do agronegócio paranaense e nacional — e, em certos momentos, era ele quem arrancava aplausos da plateia, com seu carisma de cronista político e olhar apaixonado pelas causas do Paraná.
Mas foi mesmo aquela frase que fisgou sua atenção. A sentença, atribuída a um cooperativista sob o pseudônimo “José”, era um recado direto, sem firulas: “Capivara fora do bando vira comida de onça”. Uma metáfora certeira para reforçar que no cooperativismo — como na política e na vida — quem anda só, fica vulnerável.
Greca, que sempre teve uma queda por símbolos, foi o grande incentivador da valorização da capivara como ícone de Curitiba. Animal sociável, calmo e resiliente, ela reina soberana no Parque Barigui. Para o secretário, “as capivaras paranaenses andam juntas — e os políticos também deveriam andar lado a lado”.
Porque no fim das contas, como dizem por aí: uma andorinha só não faz verão. E uma capivara sozinha, bem… vira jantar de onça.





