Atos na Federal e a polícia

Luiz Carlos da Rocha

Depois que a UFPr cancelou a fanfarronice do comício de dois noviços da extrema direita curitibana no piso sagrado do salão nobre da Faculdade de Direito, armado para esculhambar o STF, a Polícia Militar passou a ter um comportamento insidioso com os estudantes e a própria instituição.

Primeiro proveram um espetáculo deprimente de enfileirar viaturas em frente ao prédio da Faculdade de Direito e ligar as sirenas sem propósito aparente algum, pois ali não havia nada que fizesse necessária a ação.

Depois PMs ingressaram no pátio do prédio da Reitoria e meteram os estudantes na parede, sem nenhuma razão.

Os dois atos têm uma ligação sinistra: um dos palestrantes do evento cancelado é advogado de PM.

Não digo que estamos diante de um quadro de abuso de autoridade, uso do poder de política como instrumento de ação ideológica, mas a ação precisa ser escrutinada pela Corregedoria da PM, pelo Ministério Público do Paraná e pelo Ministério Público Federal, já que se trata de próprios da União e de uma instituição federal.

Tem jeito, cara, parece improbidade administrativa da cadeia de comando da PM do Paraná: quem está comandando essa fanfarrice?

Polícia tem que ter controle, não pode ser usada como arma de vendida e nem como instrumento de gracinha de oficial fanfarrão.

Onde estão os professores da @UFPR, onde está a direção da Faculdade de Direito?

Luiz Carlos da Rocha é advogado

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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