Ex-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná e atual diretor nacional de assuntos jurídicos e prerrogativas da Associação Nacional de Desembargadores (Andes), o Desembargador José Laurindo de Souza Netto foi condecorado com a Medalha da Ordem do Mérito das Forças de Paz do Brasil, recebendo o título de “Oficial da Paz”.
A honraria é conferida pela Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz (ABFIP), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). A finalidade é distinguir personalidades civis de notório mérito, cuja trajetória seja marcada pela defesa da dignidade humana, pela solidariedade e pela promoção de uma cultura de paz.
Coube ao advogado e embaixador da entidade, Dr. Marcelo Nicolau Nader, fazer a entrega da medalha e diploma da titulação, que expressou o reconhecimento público e solene ao magistrado por sua “destacada atuação humanitária, à liderança transformadora e à contribuição efetiva para a pacificação social no Brasil.”
Assim como a própria ONU, que por meio das suas forças de paz — os reconhecidos boinas azuis — atua em diversas regiões do mundo para a proteção de populações vulneráveis e a pacificação de conflitos globais, a ABFIP consagra na medalha os valores universais de fraternidade, cooperação e justiça social, que se alinham diretamente à trajetória do Desembargador José Laurindo de Souza Netto em sua missão acadêmica, jurídica e institucional.
Como destacado no Portal da Andes, “a vida do Desembargador José Laurindo de Souza Netto reflete, em cada passo, esses princípios. Durante sua presidência no Tribunal de Justiça do Paraná (2021-2022), consolidou uma gestão que entrou para a história como ‘o ser humano como centro da justiça’, rompendo com modelos tradicionais e reafirmando a primazia da pessoa sobre as estruturas. Nesse mesmo período, a data nacional da mediação passou a ser celebrada no dia de seu aniversário, tornando-se um marco na consolidação de uma cultura de pacificação no país”.
Ainda de acordo com a publicação, a liderança do, magistrado conduziu “à criação de Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) pioneiros em todo o Paraná, levando a política pública da mediação e da conciliação a municípios do interior, e instituindo modelos inéditos, como o primeiro Cejusc Fazendário e o primeiro Cejusc da Saúde, este último erigido em plena pandemia da Covid-19, em resposta direta às demandas emergenciais da sociedade. A inovação institucional e a coragem de implementar soluções práticas consolidaram seu papel de visionário do sistema multiportas de justiça.”





