Eleição presidencial: Ricardo Barros ainda aposta em Tarcísio de Freitas que já teria jogado a toalha. Kassab aposta em Ratinho e Leite.
Conhecedor da política nacional, onde é respeitado como deputado federal, Ricardo Barros (PP), faz uma avaliação sobre os candidatos e quem tem condições de vencer as eleições para a Presidência da República em 2026. Embora ainda sem decidir para qual lado vai, pois depende da convenção do partido ao lado do União Brasil, ele já desenha um norte.
“Vamos supor que o presidente Lula tem 30%, Bolsonaro, ou a direita, outros 30% e o centro domina 40%. Logo, um candidato de centro deveria ir para o segundo turno e ganhar a eleição, porque a rejeição do Lula e do Bolsonaro é muito alta. Mas aí o centro se divide em várias candidaturas e, provavelmente, os 30% do Lula e os 30% do Bolsonaro os levarão ao segundo turno”, observa.
Quando você tem os dois para escolher – continua Barros -a “rejeição não importa, porque você tem que escolher um dos dois. Então, eu acho que há um cansaço da polarização e ela não está ajudando o Brasil. Mas, a forma como se apresenta o quadro político tende a repetir Lula e Bolsonaro como protagonistas da eleição e vai ganhar um grupo ou outro grupo. O Lula, claro, com a máquina na mão é o franco favorito, mas um candidato como o Tarcísio, que já serviu ao governo da Dilma, como diretor-geral do DENIT, do Departamento Nacional de Infraestrutura, pode ser que transite um pouco na esquerda e acabe conseguindo vencer as eleições”.
Segundo Barros, com a “condenação, agora, do Bolsonaro, prévia, mas que deve ser transformada em definitiva, ele está praticamente em prisão domiciliar, não vai poder usar a rede social, não vai poder circular o país, porque todo dia ele tem que estar 7 horas da noite em casa, ele foi retirado do processo político”, avalia o parlamentar.
A expectativa, na opinião de Barros, é a de que Bolsonaro tende a apoiar Tarcísio, que é o candidato mais viável da direita, embora ele não seja um bolsonarista raiz. “Tarcísio é um, como eu. Fui líder do governo Bolsonaro, mas eu não sou da direita, eu sou da política de resultado, minha lógica política é outra. Acho que o Tarcísio tem mais chance e Bolsonaro deverá apoiá-lo para que o Tarcísio indulte o Bolsonaro. Esta é a lógica que eu estou vendo hoje e pode ser que aconteça uma mudança de novo do governo”. (A entrevista foi dada ao podcast ponto a ponto”.
Depois dessa entrevista, o panorama político nacional mudou. Tarcisio de Freitas literalmente jogou a toalha e comunicou Bolsonaro que que não disputar a Presidência da República e será candidato à reeleição ao governo de São Paulo.

Surge, portanto, neste novo cenário da figura do governador paranaense, Ratinho Junior (PSD), que circula na direita e no centro. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, já disse que o partido tem dois nomes que poderão disputar as eleições: Ratinho Junior e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.





