A hesitação do governador Ratinho Junior (PSD) em definir seu candidato à sucessão no Palácio Iguaçu começa a custar caro. Enquanto o governo insiste em adiar a decisão, o grupo político se fragmenta e o eleitorado se confunde. O vácuo de liderança está evidente — e quem aproveita o espaço é Sergio Moro, que já se movimenta livremente, conversando com prefeitos e marcando presença em regiões estratégicas.
Enquanto isso, o cenário dentro da base governista beira o improviso. Rafael Greca anuncia que é candidato, Alexandre Curi se movimenta como alternativa natural, e Guto Silva percorre o interior como se já tivesse a bênção do governador. Cada um age por conta própria — e isso demonstra, acima de tudo, a ausência de comando político.
Ratinho parece acreditar que pode esperar as pesquisas e deixar que o tempo organize o tabuleiro. Mas política não admite vácuo — e quando o líder não se posiciona, alguém o faz em seu lugar. O governador precisa reassumir o protagonismo, escolher seu sucessor e colocar o time em campo. Caso contrário, corre o risco de ver o projeto do PSD ser atropelado por quem já entendeu que eleição se vence com atitude, não com cautela.





