Sessão rendeu discussões acaloradas e até retirada de manifestante, mas título de cidadania honorária foi aprovado em primeira discussão por nove votos a dois.
A Câmara Municipal de Apucarana, no Norte paranaense, vivenciou a sua sessão mais tumultuada deste ano. Foi na noite de segunda-feira (2), quando foi levada em primeira discussão a proposta de concessão de título de cidadania honorária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar do tumulto, com discussões acaloradas e manifestações favoráveis e contra a proposição do vereador Adan Lenharo (DC), a aprovação ocorreu por nove votos contra dois contrários.
O clima esquentou de tal forma durante a sessão que a presidência da Casa determinou a retirada de um professor, que protestava pela deferência ao ex-presidente, atualmente inelegível e sob processo na esfera do Supremo Tribunal Federal por denúncia de tentativa de golpe de Estado. Os defensores da homenagem exaltaram avanços sociais e econômicos. A sessão ordinária, que apreciava conjunto de 13 propostas entre moções e homenagens da Câmara, foi interrompida várias vezes e exigiu a presença de guardas municipais, além de seguranças da Casa.
Durante e após a atividade no legislativo municipal da Cidade Alta ocorreram muitas manifestações de solidariedade e protesto pela forma como o professor Carlos Dias foi retirado do ambiente. O deputado estadual Arilson Chiorato (PT) divulgou um vídeo nesta terça-feira (3) repudiando e lamentando o ocorrido. Expectativa agora com os desdobramentos na reapresentação da matéria.
Durante a atividade, ocorreram ainda aprovação de moção de aplausos à equipe de Rondas Ostensivas com Aplicação de Motocicletas (Rocam), do 10º BPM, de inclusão da Festa da Padroeira Nossa Senhora de Fátima no Calendário Oficial de Eventos do Município e proposta especial que beneficia mulheres doadoras de leite materno, ação que impacta positivamente a vida de centenas de crianças.





