Coincidências ou teoria da conspiração?

O parlamentar do Rio de Janeiro foi alvo da Operação Unha e Carne

No mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu mandatos de busca e apreensão na 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, onde o ex-juiz Sergio Moro conduziu inquéritos da Lava Jato, no Rio de Janeiro também membros da Polícia Federal prendiam preventivamente o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar.

As ações não têm conexão entre si, mas ambas foram determinadas pelo STF e alcançam políticos da legenda União Brasil, a mesma do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, que vive um momento conflituoso com o governo Lula, em especial depois dos desdobramentos da indicação do procurador Jorge Messias à vaga deixada o Barroso no STF.

Fontes políticas indicam resistência à tal “teoria da conspiração”, focando em “circunstâncias coincidentes”. A autorização para busca e apreensão na 13ª Vara Federal em Curitiba partiu do ministro Toffoli, depois que o juízo postergou por dois meses a entrega de documentos associadas à denúncia que mira o senador Sergio Moro.

O parlamentar do Rio de Janeiro foi alvo da Operação Unha e Carne, que combate a atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas que culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun, responsável pela prisão do deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (MDB), o TH Joias, em setembro. A prisão do presidente da Alerj foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que em seu despacho viu indícios de cumplicidade entre os parlamentares.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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