Pessoas com mais de 60 anos são mais vulneráveis às altas temperaturas e podem desidratar com facilidade. Especialistas do Pilar Hospital orientam sobre os principais cuidados para prevenir complicações durante a estação mais quente do ano.
Diversas regiões brasileiras podem registrar temperaturas acima da média neste verão — um cenário que exige atenção redobrada dos cuidadores e familiares de pessoas idosas. Após os 60 anos, o organismo tem mais dificuldade de regular a própria temperatura, o que aumenta o risco de desidratação, quedas de pressão, agravamento de doenças crônicas e até confusão mental.
Além do calor intenso, as viagens de fim de ano podem representar desafios adicionais. Mudanças de rotina, clima, alimentação e horários de medicação podem afetar o bem-estar e a estabilidade clínica dos idosos. A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) recomenda intensificar a hidratação, evitar exposição solar prolongada e observar qualquer sinal de mal-estar.
Por que o calor é mais perigoso para os idosos?
A médica Fabiana Weffort Caprilhone, geriatra do Pilar Hospital, explica que o calor impõe grandes esforços ao organismo do idoso. “O calor mexe muito com a pressão e acelera o coração, além de aumentar a perda de líquido e diminuir a oxigenação para o cérebro”, afirma. “O idoso pode ficar mais cansado e confuso.”
Segundo ela, além da desidratação, as altas temperaturas podem desencadear quedas de pressão, piora de doenças cardíacas, problemas respiratórios e maior risco de tonturas e quedas.
Complicações comuns no verão: desidratação, problemas cardíacos e respiratórios
A cardiologista Gabriela Romaniello, também do Pilar Hospital, reforça a importância de reconhecer rapidamente qualquer sinal de que o organismo não está lidando bem com as altas temperaturas. “Os principais sinais de alerta são alterações de nível de consciência, como confusão e sonolência; pele ressecada e rosto mais murcho”, orienta. “Dor no peito, pressão no peito e palpitações são sempre sinais de alerta para descompensações cardíacas.”
De acordo com a especialista, outras complicações frequentes incluem tonturas, quedas, agravamento de doenças pulmonares crônicas, fraqueza súbita, dificuldade respiratória, inchaço nas pernas e redução do volume urinário — indícios que podem apontar para desidratação grave, insuficiência renal ou sobrecarga cardíaca. A combinação entre calor intenso e perda acelerada de líquidos também pode desencadear episódios de delírio, especialmente entre idosos com condições neurológicas, como demência e Parkinson.
Cuidados especiais durante viagens
Durante as viagens, a atenção deve ser redobrada. Mudanças de ambiente, desgaste físico, alimentação diferente e longos períodos de deslocamento podem aumentar o risco de descompensações clínicas. Manter os horários de medicamentos, garantir hidratação regular, evitar exposição ao sol em horários de pico e priorizar refeições leves são medidas essenciais para preservar a saúde do idoso nesses períodos.
A adoção de cuidados simples no dia a dia faz grande diferença para atravessar o verão com segurança. De acordo com Fabiana, é importante beber água regularmente, consumir frutas ricas em líquido, evitar ambientes muito quentes, usar roupas leves e manter a ventilação adequada dos espaços.
A geriatra lembra ainda que o calor pode alterar a resposta do organismo a certos medicamentos, especialmente os voltados ao controle da pressão arterial, e que, por isso, avaliações médicas podem ser necessárias para ajustes de dose. Gabriela reforça que hábitos como hidratação adequada, alimentação leve e redução da exposição ao sol ajudam a proteger o sistema cardiovascular e previnem complicações mais graves.
O Pilar
Com mais de 60 anos de tradição, o Pilar Hospital é reconhecido como referência na integração de tecnologia avançada e atendimento humanizado. Localizado no bairro Bom Retiro, em Curitiba, o hospital atende pacientes de todo o Paraná, oferecendo suporte essencial em diversas especialidades médicas. Sua estrutura robusta inclui 81 unidades de internação (enfermaria e apartamento) e 39 unidades de terapia intensiva e o Pilar Centro Médico, que realiza procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos de baixa complexidade, em regime de hospital dia, consolidando seu papel na qualidade e acesso à saúde para os paranaenses.





