O consagrado ilustrador, Cidadão Benemérito do Paraná e Vulto Emérito de Curitiba, “´partiu” nesta segunda-feira (5), aos 84 anos. Despedida ocorre nesta terça (6).
A arte brasileira, em especial a paranaense, perdeu nesta segunda-feira (5), o ilustrador, artista plástico e professor de desenho e pintura Nelson Valdir Müller, consagrado como o “Pai do Zequinha”, personagem tradicional de Curitiba em figurinhas, criado originalmente em 1928 e que ele deu vida e ajudou a perpetuar. O premiado artista, Cidadão Benemérito do Paraná e Vulto Emérito de Curitiba, faleceu no Hospital de Clínicas da UFPR. Ele tinha 84 anos de idade (nasceu em 26 de junho de 1941, em Curitiba). O corpo será velado na Capela Vaticano, nesta terça-feira (6), e a despedida ocorre às 19h no Crematório Vaticano, em Almirante Tamandaré, às 19h, em cerimônia restrita aos familiares.
A esposa, filhos, nora, genro e netos prestaram homenagem nas redes sociais com mensagem: “A vida é um breve passeio! Valeu cada momento que estivemos ao seu lado, sentindo sua generosidade, aprendendo com sua humildade e com seu modo de encarar a vida. A despedida nos causa dor e deixa um enorme vazio. Estamos convictos de que sua obra perdurará para sempre, tocando corações e aproximando gerações. Nosso eterno “Pai do Zequinha”, como muitos se referiam a você, descanse em paz, com a certeza de que utilizou seus dons para deixar um legado inestimável. Com amor, com carinho e com eternas saudades! Família Müller”.
Nilson Müller começou sua carreira em 1958, tendo recebido diversos prêmios, tais como os do Salão Paranaense, Salão dos Novos da Biblioteca Pública do Estado do Paraná e Salão do Santa Mônica Clube de Campo. Em 1979, fez as ilustrações do palhaço Zequinha, personagem tradicional de Curitiba (criado em 1928) para um álbum de figurinhas que se tornou bastante popular na região. Em 1997, foi responsável pela capa da edição especial da revista Metal Pesado em homenagem aos 15 anos da Gibiteca de Curitiba com o super-herói “O Gralha”, para o qual também desenharia uma HQ em 2014 no álbum O Gralha: Tão Banal Quanto Original. Em 2016, foi homenageado pela Gibiteca de Curitiba, que deu seu nome a uma sala de exposições. Junto com Juarez Machado, pintou o cenário da TV Paranaense, nos idos de 60, ao vivo e em cores.
As condolências do Portal Pedro Ribeiro à família de Nilson Müller, de seus amigos e de todos os admiradores. A cultura e a arte paranaense deixam grande lacuna.





