Itaipu deveria reduzir a tarifa e não apenas mantê-la, pois não tem mais dívida

A Itaipu Binacional anuncia que fará um aporte de R$ 1,5 bilhão para garantir a continuidade do valor vigente da tarifa de repasse de energia aos consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em ano eleitoral, poderia ser melhor.

Em 2023 a empresa quitou as últimas parcelas da dívida contraída para a construção da hidrelétrica, com valor superior a R$ 63 bilhões.

Lembramos que, em 2003, a tarifa era de U$ 18,83 e a dívida absorvia 80 % de todas as despesas da empresa. Se retirar a dívida, a tarifa seria de menos de U$ 4,00 por Mw.

Mesmo com a inflação do dólar de lá para cá, a tarifa seria bem menor que U$ 8,00 por Mw. Hoje, portanto, não há mais dívida e a tarifa deveria ser menor que os U$ 17, 00.

De acordo com a empresa, a tarifa de repasse permanecerá em US$ 17,66 por kW/mês até dezembro de 2026, mesmo valor praticado desde 2024.

Até 2021, a tarifa de repasse da energia de Itaipu permaneceu estável, com média de US$ 27,86 por kW/mês. A quitação da dívida de construção da usina, concluída em 2023, permitiu uma redução expressiva do valor, da ordem de 27,4%. Para o período de 2024 a 2026, a tarifa foi fixada em US$ 17,66 por kW/mês, o que representa uma queda acumulada de cerca de 36,6% em relação ao patamar anterior.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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