Parceria do Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba possibilita construção de trincheira que vai facilitar tráfego na conexão com BR-277 e Litoral., que neste ano começam a ganhar a terceira pista.
Há pelo menos duas décadas a saída de Curitiba e o retorno pela BR-277 vinha sendo um transtorno aos motoristas, especialmente nos horários de picos e sob agravo do fluxo na temporada de férias. Congestionamentos se alternavam em ambos os lados, exigindo paciência com o tempo, com a agenda de compromisso, com o gasto de combustível… Nesta quarta-feira (14), o Governo do Estado e a Prefeitura de Curitiba na anunciaram a celebração de acordo para consolidação de projeto visando a construção de trincheira e outras complementares de infraestrutura para facilitar o trânsito na área do Jardim Botânico.

O projeto, que terá investimentos da ordem de R$ 67,9 milhões (95% do governo estadual), foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). Prevê obra viária de passagem sob a Avenida Prefeito Lothário Meissner, o que que vai permitir a ligação direta entre as Ruas Ostoja Roguski e Alberto Twardowski. Também serão implantadas alças de acesso e um complexo viário completo, com iluminação, sinalização e urbanização, para funcionamento do sistema de circulação da trincheira, totalizando melhorias em cerca de dez ruas da região. A intervenção vai eliminar o semáforo existente no cruzamento, melhorando significativamente a fluidez do trânsito.
O convênio do “novo Complexo Viário do Jardim Botânico “foi firmado na manhã desta quarta, no Palácio Iguaçu, entre o governador Ratinho Junior e o prefeito Eduardo Pimentel. A licitação das obras da trincheira está prevista para o primeiro quadrimestre deste ano, sendo que o início das obras dependerá do cumprimento das exigências e prazos legais. O tempo para execução é de 18 meses após a assinatura do contrato.
O projeto prevê a requalificação viária no entorno para permitir os desvios que serão necessários durante as obras. Para evitar o bloqueio total do trânsito, a execução será feita em quatro etapas: primeiro os trechos de desvio e, na sequência, as escavações em cada lado da pista.

Impacto na mobilidade
O crescimento de Curitiba e da Região Metropolitana, o aumento da frota de veículos e o adensamento dos bairros do entorno transformaram o cruzamento da Lothário Meissner em um teste de paciência para motoristas e pedestres. Nos horários de pico, o trecho registra longas filas de trânsito lento ou parado, enquanto a semaforização tenta dar conta de fluxos que se cruzam em todas as direções.
Circulam pelo local carros e ônibus urbanos e metropolitanos que chegam da BR-277 em direção ao Centro e às regiões do Água Verde, Portão e Rebouças, além de veículos que seguem para o Jardim das Américas e São José dos Pinhais. Também há grande volume de tráfego vindo pela Rua Alberto Twardowski, em direção ao Jardim Botânico, disputando espaço com quem acessa a Rua Ostoja Roguski, tanto no sentido Cristo Rei quanto na ligação com a Lothário Meissner.
A obra é estratégica para facilitar o acesso à BR-277, uma das principais saídas de Curitiba em direção ao Litoral. A intervenção se torna ainda mais urgente diante da obra da terceira pista da BR-277, prevista para ser concluída até fevereiro de 2027. A ampliação vai acelerar o descarregamento do fluxo de veículos na região, exigindo um sistema viário mais eficiente. Além disso, o entorno do cruzamento concentra importantes polos de atração de público, como o campus da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), o Jardim Botânico, o Santuário Nossa Senhora de Lourdes e um hospital militar, reforçando a importância da nova trincheira para acompanhar o crescimento da cidade.





