Moradores de Mauá da Serra farão protesto após “prêmio” de duas praças de pedágio

Mobilização na manhã do dia 18 será no pórtico que está sendo concluído na BR-376 (Rodovia do Café), trecho entre Mauá e Marilândia do Sul.

A população de Mauá da Serra e lideranças políticas da região marcaram para 9h da manhã do dia 18 (quarta-feira que vem), um protesto no local da BR-376 (Rodovia do Café) onde está sendo montada uma nova praça de pedágio, no sistema free flow . A revolta ganha dimensões porque a municipalidade agora foi “premiada” uma segunda praça de pedágio em seu território, na PR-445, estrada que faz conexão com Tamarana/Londrina.

Ambas não está substituindo outro ponto de cobrança de tarifa, como ocorre em outras regiões com a implantação de sistemas eletrônicos – e objeto de mobilização até da Assembleia Legislativa do Estado -, mas integra o novo lote de conceções rodoviárias. Os lotes fazem parte de uma nova estrutura de cobrança da concessionária PRVias (grupo Motiva), projetada para garantir a manutenção e duplicação da rodovia, substituindo a lógica dos contratos antigos que encerraram em 2021.

O protesto no próprio local da BR-376 onde está sendo concluído o pórtico no sistema eletrônico foi decidido após reunião realizada na noite de segunda-feira (9), no Bairro Serra do Cadeado, que reuniu o prefeito Giva Lopes (União), o vice-prefeito Lei Machado, vereadores, moradores da região e até o páraco da comunidade. Eles alertam para os possíveis impactos na rotina e na economia do município e esperam ser ouvidos para encontrar saída para o impasse. O município tem cerca de 11 mil habitantes.

O prefeito Giva Lopes disse que a nova estrutura, próxima ao Restaurante de Bambu, divide a cidade e isola o bairro Serra do Cadeado. Diz que a situação é agravada pela existência de uma segunda praça de pedágio, no km 2, sentido Londrina, que também pertence à área de Mauá da Serra. “O pedágio foi colocado exatamente dividindo o município ao meio. Tenho mais de 100 famílias na Serra do Cadeado que, para usar o posto de saúde municipal, o mercado ou uma farmácia, terão que pagar uma tarifa cheia de aproximadamente R$ 11 ou R$ 12”, denunciou o prefeito.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

Outras publicações