Acadêmicos da Realeza e Mocidade Azul ficaram em segundo e terceiro lugares. Rosa do Povo subiu para o Grupo Especial. Enamorados volta ao Grupo de Acesso.
A mais jovem das escolas de samba, a Deixa Falar é a campeã do Carnaval de Curitiba de 2026. As veteranas do Grupo Especial, Acadêmicos da Realeza e Mocidade Azul ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. A apuração foi realizada, na tarde de segunda-feira (16), no Memorial de Curitiba e foi acompanhada por centenas de integrantes das escolas de samba.
Para conquistar o título, a Deixa Falar, numa disputa acirrada, obteve dos jurados 179,90 pontos, contra 179,60 da vice-campeã, Acadêmicos da Realeza. A Enamorados do Samba que ficou na quinta e última colocação, volta a desfilar no Grupo de Acesso em 2027. Quem subiu para o Grupo Especial foi a estreante Rosa do Povo. Ao somar 179,60 pontos, ela venceu as veteranas Leões da Mocidade e Embaixadores da Alegria que continuam no Grupo de Acesso no Carnaval do ano que vem.
Marino Galvão Junior, presidente da Fundação Cultural de Curitiba, avaliou que o balanço do Carnaval de Curitiba mostra o seu crescimento. “Neste ano, demos um salto de qualidade, um salto de quantidade de participação das escolas, um salto qualitativo também na avenida. O prefeito também está muito contente com o resultado da escola Deixa Falar, uma escola relativamente nova que vinha fazendo, ano após ano, desfiles cada vez mais elaborados, era inevitável que um dia ela chegasse ao título e esse dia chegou”.
O presidente da FCC também felicitou a estreante Rosa do Povo, que no primeiro ano de participação já conquistou o seu lugar no Grupo Especial do Carnaval de 2027. “Uma escola iniciante ser a campeã no Grupo de Acesso, nos dá a certeza de que estamos construindo um Carnaval cada vez mais inclusivo, com maior participação popular, uma resposta para aqueles que não acreditam no Carnaval da nossa cidade”, completou.

A campeã Deixa Falar apostou todas as fichas na batida do tambor. O enredo Tambores, Herança Ancestral, Essência da Vida, narrou a evolução do instrumento ao longo da humanidade, mostrando a percussão como meio de comunicação dos povos primitivos até os ritmos modernos marcados pela presença do tambor em ritmos como o axé e o afroreggae. O tema celebra as heranças africanas e indígenas ligadas ao instrumento, em um samba cheio de ancestralidade. A Deixa Falar destacou a presença do tambor como força nas festividades, religiões e no folclore brasileiro.
O presidente da agremiação, João Bosco Araújo, explicou que a conquista é fruto de um trabalho de cinco anos, com muita dedicação e esforço da comunidade. “Todo o nosso trabalho foi coroado com êxito. A única coisa que eu pedi no desfile deste ano foi: – vamos nos divertir na avenida! E todo mundo obedeceu, todo mundo fez direitinho”, comentou.





