Deputados voltam a discutir o projeto de privatização da Celepar
Depois que teve emendas da oposição rejeitadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputados voltam a analisar, nesta terça-feira (10), o projeto de lei que autoriza a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (a Celepar). Na primeira votação, realizadas nesta segunda-feira (09), o texto foi aprovado com 35 votos favoráveis e cinco contrários.
O texto retornou para a Comissão de Constituição e Justiça que rejeitou as emendas propostas pela oposição que questiona a privatização da companhia. As propostas previam regras para proteção de dados públicos, normas para contratações de tecnologia e garantias trabalhistas para funcionários da empresa. As emendas receberam parecer contrário da CCJ.
Para o deputado petista, Arilson Chiorato, os vetos da CCJ “é uma medida adotada para driblar as condições impostas pelo Supremo Tribunal Federal e destravar a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). “O projeto de lei não deixa de ser uma manobra política para garantir o leilão da empresa pública, mesmo com decisões judiciais apontando falhas no processo”, pontua.
Recentemente, o Governo Ratinho havia anunciado a data de 17 de março para o leilão da companhia. O valor mínimo colocado era de R$1,3 bilhão, porém só em contratos, a Celepar tem R$ 2,2 bilhões. “Infelizmente, as nossas propostas foram rejeitadas, mas o nosso trabalho continua. Esse projeto votado em regime de urgência, mais uma vez, só reafirma o jeito do governador Ratinho de terceirizar o Estado e suas responsabilidades. O valor da Celepar é muito superior ao anunciado. Tem a ver com tecnologia e segurança de dados”, afirma.





