Moro, Zeca e Frical, oportunismo ou teatro de horrores

No Paraná, com campanhas nas ruas, a coerência acabou virando peça de museu

O sábio Ulisses Guimarães acreditava que lealdade e compromisso com princípios eram fundamentais e quem traía esses valores não merecia perdão. É dele a frase: “a única coisa que não perdoo na política é a traição”.

O que vemos, hoje, no Paraná, é justamente posições abominadas pelo ilustre e imortal político que esteve à frente da Constituição e das Diretas Já. Exemplo foi protagonizado pelo senador Sergio Moro que traiu Álvaro Dias, o Podemos, Ney Leprevost …

O que não dá para entender, ainda no pantanoso terreno da política paranaense, é ver, lado a lado, o deputado federal, Zeca Dirceu (PT) e Sérgio Moro, numa aproximação patrocinada pelo político Gilmar da Frical, aliado de Zeca, que andou aplaudindo discursos do candidato da extrema direita, Sergio Moro (UB).

Como todos acompanham, há uma disputa interna no PT pela presidência do partido no Paraná, entre o deputado estadual, Arilson Chiorato e o federal, Zeca Dirceu, com objetivos claros de estimular a liderança do partido para ajudar Lula contra Ratinho Junior.
O estranho, no entanto, é a participação do Gilmar da Frical que tem levado Zeca Dirceu a tiracolo em eventos da direita.

Ou há sinal de aproximação da direita com a esquerda para derrotar Ratinho Junior na sucessão ou tudo não passa de oportunismo.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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