Ilha do Mel terá limite de entrada de pessoas

Novos trapiches e 100% de coleta e tratamento de esgoto na Ilha do Mel em 2026.

Quem, afinal, cuida da Ilha do Mel, um dos maiores patrimônios ambientais do Paraná? A resposta para o presente e o futuro desse icônico paraíso do litoral norte do Estado está na carta de intenções da Unadim — Unidade de Administração da Ilha do Mel — criada e coordenada pelo empresário e gestor público Renato Adur.

Atualmente, cerca de 1.800 pessoas residem na Ilha do Mel, o que exige um rigoroso controle populacional, construído em comum acordo entre os moradores e os diversos órgãos do Governo do Estado. “Cerca de 500 mil pessoas visitam a Ilha do Mel todos os anos. A partir de 2026, haverá um controle mais rígido de entrada de turistas, além de um programa organizado de construção de imóveis”, afirma Adur.

Para acessar a Ilha do Mel, turistas e visitantes pagarão uma taxa única de R$ 25 e estarão sujeitos a um limite diário de pessoas. O sistema funcionará com base em controle de fluxo: novas entradas só serão permitidas após a saída de outros visitantes, evitando a superlotação — modelo semelhante ao adotado em Fernando de Noronha.

Dois grandes painéis eletrônicos irão informar, em tempo real, o número de pessoas na ilha: um em Brasília, com limite de até 6 mil pessoas, e outro em Encantadas, com capacidade para 5 mil, números que incluem os moradores. Todo o acesso será controlado por catracas.

“Teremos uma série de novas benfeitorias, como trapiches modernos para embarque e desembarque de passageiros, além de plataformas específicas para o transporte de materiais de construção”, explica Renato Adur.

Os recursos arrecadados com a taxa de R$ 25 por visitante serão integralmente revertidos para a preservação do parque, garantindo melhorias estruturais e ambientais.

Entre as iniciativas para organizar e qualificar o crescimento da Ilha do Mel está o programa de construção de novos imóveis, que seguirá parâmetros construtivos rigorosos. As regras definirão o tamanho máximo das edificações, os materiais permitidos e a obrigatoriedade de respeito ao meio ambiente, à cultura local e ao uso sustentável do solo, conclui Adur.

Pedro Ribeiro

Jornalista há mais de 48 anos, com passagem pelos principais meios de comunicação do Paraná e autor de vários livros publicados.

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