Neste cenário, ao Senado, onde estão Alvaro Dias e Alexandre Curi, como fica Cristina Graeml?
jogo para o Senado começa a ganhar forma no Paraná. O que vemos, no momento, é menos espaço para aventureiros e mais concentração de poder nas mãos de quem controla a engrenagem.
No centro desse jogo está Ratinho Junior, que não construiu sua liderança distribuindo oportunidades por afinidade ideológica, mas organizando poder com método. Seu objetivo: manter o controle do Estado, eleger seu sucessor e senador.
Nesse desenho, o Senado não é espaço para experiências. É peça estratégica.

É aí que entra Alvaro Dias. Com recall eleitoral, densidade política e trânsito consolidado, ele representa aquilo que o governador valoriza: previsibilidade. Alvaro entrega algo mais importante para quem governa — estabilidade.
Também entra esperto no jogo, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi. Ele circula com desenvoltura em mais de 200 prefeitos do interior e tem um parceiro de primeira hora em Curitiba: Eduardo Pimentel.

Do outro lado, surge Cristina Graeml, com discurso extremamente de direita, presença digital e apelo junto a um eleitorado mais ideológico. Mas política majoritária não se vence apenas com engajamento.
É aqui que a realidade se impõe.
Ratinho Junior não é um líder de trincheira, é de construção. Não compra disputas desnecessárias nem abre espaço para variáveis fora de controle. Seu modelo é claro: quem soma, entra; quem divide, assiste.
Se Cristina insistir numa candidatura fora desse arranjo, não será incorporada — será tolerada. E há uma diferença brutal entre as duas coisas. Tolerância não elege ninguém.

No fim, a eleição ao Senado no Paraná não será decidida por quem grita mais alto nas redes, mas por quem consegue sentar à mesa e montar maioria real. E, até agora, essa mesa tem dono, método e direção.
O resto é barulho — ou candidatura de testemunho.





