A pergunta que se faz: por que as obras da terceira pista do Afonso Pena ainda não começaram?
A tão anunciada e divulgada terceira pista do Aeroporto Afonso Pena continua no papel. Era para as obras serem iniciadas no início de 2025 e até o momento não existe nada, a não ser um terreno plano com algumas demarcações.
Este era para ser um dois projetos estratégicos para o desenvolvimento logístico e econômico do Paraná. Continua sendo, até aqui, mais um plano com grande repercussão pública do que uma obra com efetiva execução.
Faltam as “licenças” para dar início às obras. E o tempo passa. Campanhas institucionais e projeções de futuro foram feitas e anunciados para o mundo, mas o canteiro de obras ainda não existe.
A proposta da nova pista está diretamente ligada à capacidade de ampliar o fluxo de cargas, receber aeronaves de maior porte, incrementar operações internacionais e reduzir limitações técnicas impostas pela atual estrutura. Trata-se, portanto, de um passo essencial para consolidar o Paraná como um polo logístico competitivo em escala global.
No debate público, a terceira pista se tornou uma espécie de símbolo: um projeto que reúne consenso pela importância, mas que ainda não encontrou sua materialização. Enquanto isso, o Estado continua apostando em agendas de inovação, tecnologia e atração de investimentos, porém mantendo, no setor aeroportuário, um gargalo conhecido e pouco enfrentado.
Explicações
A administração do Aeroporto Internacional Afonso Pena informa que a obra da sua nova pista de pousos e decolagens está em fase de obtenção de licenças. Em março deste ano, foi concedida a Licença Prévia (LP), uma etapa importante que confirma a viabilidade ambiental do projeto. Com isso, foi iniciado o processo para obter a Licença de Instalação (LI). Assim que esta licença for emitida, os trabalhos no canteiro de obras poderão ser iniciados.
A nova Pista de Pouso e Decolagem do Aeroporto Internacional Afonso Pena deverá ter cerca de 3 mil metros de comprimento — aproximadamente 800 metros a mais que a pista principal atualmente em operação.
Devido principalmente à altitude em que o aeroporto está localizado, a pista atual não comporta decolagens de voos intercontinentais e de cargueiros com capacidade máxima, visto que, quanto maior a altitude, mais pista é necessária para a operação.
(Aeroporto Internacional Afonso Pena)
Assessoria de Imprensa





