Novo regulamento com mudanças radicais deixa dúvidas sobre equilíbrio das equipes. Primeiro treino já ocorre nesta quinta (5) e largada da corrida será no domingo, a 1h.
A nova era da Fórmula 1, categoria maior do Esporte Motor, terá início neste fim de semana com o Grande Prêmio da Austrália. A corrida no Circuito de Albert Park, em Melbourbe, não apenas abre a temporada de 2026 como dará uma mostra de como evoluíram as 11 equipes após as muitas mudanças impostas pela FIA, já que, depois de muitos anos, houve mudanças profundas no regulamento, que vão de chassi e aerodinâmica a unidades de potência, representando desafios aos pilotos, engenheiros e chefes de equipes.
Os testes de pré-temporada da Fórmula ocorreram em três momentos e em dois locais diferentes. Primeiro, um teste privado na Catalunha, Barcelona, na Espanha, em janeiro. Depois, duas sessões oficiais no Circuito Internacional do Bahrein, em Sakir, em fevereiro. Especialistas avaliaram que a Mercedes posicionou-se um pouco à frente, em especial pelo potencial de seus motores, com paridade elétrica e combustão, com utilização de combustível 100% sustentável de nova geração.
Se a equipe de fábrica Mercedes-AMG Petronas F1 Team apresentou-se bem com seus pilotos George Russell e Andrea Kimi Antonelli, pode se dizer o mesmo da McLaren, que usa a mesma unidade de potência e fechou o ano anterior como campeã por equipe de pilotos, com Lando Norris. Williams e Alpine, que também usam motores Mercedes, ainda são incógnitas.
A Ferrari, que tem como pilotos o multicampeão Lewis Hamilton e Charles Leclerc, também mostrou progressos nos testes e perspectiva de lutar no pelotão da frente nas primeiras corridas, das 24 previstas ao longo do ano, várias delas com as chamadas sprints. Além da equipe de Maranello a Hass e a novata Cadillac vêm com motor Ferrari, mas o pacote chassi-aerodinâmica ainda não equilibrou o desempenho.
A Red Bull Racing, que vem com o tetracampeão Max Verstappen e o francês Isack Hadjar, apostou num novo motor próprio em parceria com a Ford, declarou-se tímida com o seu desempenho, o que alcança a equipe coirmã, a Racing Bulls, com Lawson e Lindblad. A Aston Martin está desapontada com seu desempenho, especialmente pela fragilidade do motor na parceria com a Honda, e fala até em determinar aos pilotos Alonso e Stroll que abandonem já nas primeiras voltas da primeira corrida.
O único brasileiro na F1 este ano, mais uma vez, é Gabriel Bortoletto, que corre ao lado do alemão Nico Hülkenberg na Audi, sucessora da Sauber. Ainda se mostram tímidos com o desempenho do R26 e esperam melhorar de acordo com a quilometragem em mais corridas.
É fato que muito muda na categoria e os pilotos terão de se adaptar em novos conceitos de largadas, de ultrapassagem, de frenagem e de economia e recarga de bateria. Alguns estarão mais à frente e logo seus bólidos serão referência para os que estão mais distantes a promoveram atualizações. A FIA já fala até em algumas revisões de regulamento e de avaliar algumas soluções que as equipes encontraram, como a Mercedes, que em seu motor teria encontrado uma brecha técnica na taxa de compressão, permitindo que a unidade atinja desempenho superior (até 15vc a mais) em alta temperatura.
Para os brasileiros, este ano assistir pela TV será bem diferente de 2025, que tinha a Band transmitindo todas as sessões de treino e corrida. A Globo retornou em 2026 e prevê que nem todas as corridas estarão disponíveis no canal aberto.
O GP da Austrália terá seu primeiro treino livre na quinta-feira (5), às 22h30 (horário de Brasília), com transmissão pela SporTV, Globoplay e F1TV Pro, que se repete no treino 2, já às 2h de sexta-feira (6). O terceiro treino livre será às 22h30 de sexta, com a classificação ocorrendo às 2h de sábado (7). A largada da corrida será a 1h de domingo (8), daí com transmissão pelo canal aberto (Globo).






